pragmatismo

ESCOLHA O MELHOR CAMINHO

Um dos aspectos mais importantes observado durante muitos anos em profissionais que se destacaram em suas carreiras e que obtiveram respeito dos colegas e da própria sociedade, foi a capacidade que tiveram de se impor como autoridade em determinado assunto, imprimindo uma marca, um estilo.

Ter uma marca pessoal, ou seja, uma forma de agir que nos faz únicos e nos distingue dos demais parece ser próprio da condição humana e não deveria ser algo com que devêssemos nos preocupar não é?

Pois é! Mas parece que no mundo corporativo, do trabalho, a coisa não é bem simples assim. Explico.

A condição natural que nos faz diferentes uns dos outros e que nos acompanha do nascimento à morte não é suficiente para conferir destaque profissional e impulsionar nossa carreira. Esta diferenciação natural fica, portanto, restrita à condição biológica que nos confere o atributo de sermos os únicos na espécie.

No mundo corporativo, o destaque profissional requer que sejamos um pouco, ou seria muito? Pragmáticos. É isto mesmo. Requer que façamos aquilo que precisa ser feito, que sempre deu resultados práticos positivos e obteve simultaneamente a aprovação da maioria.

Lembro do começo de minha jornada na empresa, quando ainda acreditava que seria suficiente ser eu mesmo para conseguir subir na carreira. Juro que aquele rapaz inocente acreditava nisso como uma criança acredita em Papai Noel.

Descobri que não bastava ser somente “eu” para ir adiante e crescer no mundo do trabalho.

Parece duro? Eu sei. Mas é a simples realidade. Acredite! É a vida como ela é.

E meu dever é dizer isto a você com a maior franqueza possível. Você que está iniciando, que tem os mesmos sonhos que tive e que foram embalados desde a infância. Não dá pra deixar isto de lado ou jogar debaixo do tapete. É dever moral dizê-lo.

No mundo corporativo, assim como na vida em sociedade, é indispensável que usemos uma máscara apropriada e desempenhemos um determinado papel que nos torne minimamente palatáveis ao meio onde estamos inseridos.

É claro que a evolução tecnológica trouxe novos modelos de trabalho que inovaram e revolucionaram as relações e o comportamento humano. Onde talvez até  possamos ser mais ou até totalmente autênticos. Mas isto ainda é exceção. O velho mundo não se entrega assim tão facilmente. Ele ainda existe e está a sua espera para prová-lo e aprová-lo.

Logo, com a mesma sinceridade com que recomendo a utilização das ferramentas da qualidade para seu desempenho profissional, não posso deixar de recomendar que adote uma postura adequada ao papel que deseja desempenhar. Molde seu comportamento conforme as regras tácitas do negócio. Regras na maioria das vezes não escritas.

Quer ser supervisor, gerente, diretor ou presidente? Estude muito todos os passos necessários que precisará seguir para chegar lá e prepare-se! Aja como os profissionais que chegaram no local desejado agiram. Siga as trilhas deixadas por cada um deles. Adote seus mapas, atalhos e receitas. Não tem outra forma.

Algumas dicas práticas.

  • Vista-se de acordo com os costumes do meio onde está inserido. Se trabalhar em um escritório de advocacia provavelmente deverá usar terno e gravata. Já se as suas atividades forem desenvolvidas em uma agência de marketing provavelmente usará roupas mais despojadas.
  • Utilize a linguagem verbal adequada requerida pelo cargo de sua pretensão. Observe como falam as pessoas que habitam este meio e jargões que utilizam. Deve ser formal ou pode ser coloquial?
  • Escreva corretamente ao redigir ofícios ou mesmo e-mails. Nada vai depor mais contra você e suas pretensões do que incorreções na escrita. Faça cursos práticos de gramática. Leia muito. A escrita pode ser o seu cartão de apresentação e pode abrir ou fechar algumas portas. Através dela as pessoas conhecerão você antes mesmo de o conhecerem pessoalmente.

Mas lembre-se. A escolha do caminho a seguir é e será sempre exclusivamente sua. Onde mora sua felicidade? Que montanha você pretende subir para alcançá-la?

Aprendi definitivamente que entrando no campo de jogo do mundo corporativo devemos utilizar as regras já estabelecidas para vencer. Preservando sempre a ética e o respeito. É uma questão se sobrevivência! Gostemos ou não.

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Até a próxima!

Benhur Teixeira

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