SER CHEFE

PREPARADO PARA SER “O CHEFE”?

Certo dia você está bem descontraído em seu local de trabalho, dando gargalhadas de piadas de gosto duvidoso sobre alguns colegas, fazendo aquela “fofoquinha” sobre o chefe antipático e muito exigente, tecendo todo o tipo de críticas à gestão da empresa, às reiteradas exigências para o cumprimento dos horários, quando recebe um telefonema do gabinete da diretoria convidando-o a participar de uma reunião com o diretor de sua área.

Naturalmente preocupado e sem saber os possíveis motivos do convite você trata de dar um trato no visual e apresentar-se no horário marcado.

Depois de alguns minutos um tanto quanto angustiantes na sala de espera você é convidado pela secretária a se dirigir ao gabinete do diretor que já o aguarda sentado em uma grande poltrona onde costuma receber os visitantes.

Bom dia! Diz o diretor que se dirige a você com um sorriso no rosto enquanto aperta sua mão. Em seguida convida-o a sentar ao seu lado e inicia uma conversa perguntando sobre como estão suas atividades, o desempenho de seu setor e o que você acha da situação da empresa.

A conversa segue num clima muito cordial e se prolonga por mais alguns minutos naquele ritual já conhecido por quebrar o gelo inicial do encontro, até que finalmente o diretor revela o motivo pelo qual convidou você para aquela reunião. Trata-se de um convite para que você assuma um cargo de chefia da área onde trabalha.

“Yessss”! Que ótimo! Você pensa. Enfim reconheceram meu esforço e serei premiado com uma posição de chefia, gratificação adicional, reconhecimento dos colegas e outros benefícios do cargo.         .

Aceito o convite, depois de chegar em casa você se põe a pensar em um plano de ação a ser implementado tão logo assuma o posto oficialmente. Vai trabalhar com metas e objetivos bem definidos, fazer reuniões semanais e mensais com sua equipe, ter muito foco em resultados e obter a maior produtividade possível dos colaboradores.

Ainda no silêncio de seus pensamentos você se questiona como de uma hora para outra as coisas podem mudar tanto. De um simples executor ou colaborador da linha de produção você passa a ser um dos gestores da empresa.

E surge uma preocupação muito especial, dentre todas as outras, em face do grande compromisso assumido:

“Será que terei o respeito necessário e serei bem aceito como chefe pelos colegas com os quais compartilhei a posição de executor?”

Esta é uma pergunta que até pode parecer muito apropriada no momento mas que não deveria ser motivo algum de preocupação caso você tivesse mantido sempre uma postura adequada, não é mesmo? Um comportamento íntegro e de respeito com todos, chefes ou subordinados.

A boa reputação de um profissional ou o respeito que ele vai adquirir ao longo do tempo independe da posição que ocupa na organização mas pode influenciar muito em sua carreira. Cada gesto, palavra, expressão facial ou corporal, ou qualquer outro tipo de manifestação constrói a sua imagem. Quer seja positiva, quer seja negativa.

Cada falha comportamental compromete a construção da imagem pessoal e profissional assim como cada tijolo ruim compromete a construção de um prédio. E se neste último caso um bom reboco pode esconder a imperfeição, naquele primeiro não dá pra voltar atrás.

As pessoas com quem convivemos e trabalhamos registram o nosso comportamento e utilizam suas percepções na construção de uma marca a nosso respeito, uma espécie de carimbo a ser posto em cada um de nós de forma indelével, sempre que formos destacados de alguma forma.

Não espere ocupar uma determinada posição para somente então olhar o mundo pelo ponto de vista do outro.

Prepare-se para assumir qualquer compromisso na vida pessoal ou profissional e não tema julgamentos de caráter de quem quer que seja. Seja íntegro sempre! Você pode ser o próximo chefe.

Boa sorte!

Até a próxima!

Benhur Teixeira

 

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