Motivação no trabalho

Séries – 3 “Motivação humana no trabalho”

A METODOLOGIA DO COACHING DE FERDINAND FOURNIES

A metodologia do coaching de Ferdinand Fournies, trouxe sua colaboração ao demonstrar que nem todos os problemas de mau desempenho são decorrentes da falta de motivação. Muitas vezes, o mau desempenho tem como causas as falhas da gerência ou do próprio sistema.

A metodologia desenvolvida por Ferdinand Fournies, entretanto, apresenta uma grande falha ao restringir-se a um aspecto comportamentalista, concebendo os trabalhadores não como seres humanos, mas como recursos humanos da organização.

Para estudar as pessoas em uma organização, o especialista em RH tem duas alternativas: considerar as pessoas como pessoas (dotadas de características próprias de personalidade e de individualidade, aspirações, valores, atitudes, motivações e objetivos individuais) ou considerar as pessoas como recursos (dotadas de habilidades, capacidades, destrezas, conhecimentos e competências necessários para a tarefa organizacional).

Ao encarar os trabalhadores como recursos da organização, os behavioristas aproximam-se muito dos fundamentos tayloristas, uma vez que reduzem o ser humano à sua dimensão operacional.

Na verdade, não é possível dissociar a pessoa em sua totalidade da pessoa que está na organização. Não é possível levar apenas uma parte do ser humano para dentro da empresa. A pessoa, […] enquanto totalidade, transcende à organização ao fazê-la instrumento de sua satisfação, de seu desenvolvimento e de sua criatividade.

Inúmeros profissionais ligados às chamadas ciências comportamentais têm insistido na miopia de seus enfoques, tentando ingenuamente modelar, com boas intenções, o homem organizacional.  Em conseqüência, não é demais alertarmos para o fato de que o estado de vida infra-humano encontrado em muitas organizações constitui um flagrante desrespeito à dignidade humana.

Poder-se-ia questionar: mas será que é possível conciliar trabalho com a expansão da multidimensionalidade?

Para responder a esta pergunta caberia fazer uma análise de um tipo de trabalhador bem particular, o artista plástico. O artista trabalha naquilo que ama e faz do seu trabalho um instrumento de vazão de seus sentimentos e de sua espiritualidade. Sua obra o realiza, pois é sua criação e é um instrumento para a busca do sentido de sua vida. Seu trabalho transcende os limites do sustento próprio e passa a servir como alicerce para a construção da vida.

Em momento nenhum o artista é desassociado de sua obra. Da mesma forma, não se pode desagregar o homem de seu trabalho. Ao atribuir à motivação a dimensão da espontaneidade, implicitamente associa-se a ela o caráter

da liberdade. A pessoa motivada possui a liberdade de agir conforme sua consciência crítica e vontade própria. Ela possui a capacidade de estabelecer seus próprios objetivos e de agir conforme seus princípios e valores.

Créditos: * Marcos Bueno, Professor do Curso de Pós-Graduação em Gestão de Recursos Humanos do Centro de Ensino Superior de Catalão.

Até breve!

Benhur Teixeira

Equipe Tête-à-Tête  –  /https://oempregoeseu.com

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