Houve um tempo, não muito distante, em que éramos preparados para entrar num mercado de trabalho com que todos estavam familiarizados e que exigia determinadas qualificações básicas dos postulantes.

Considerada pela geração “Z” (2000 aos dias atuais) como um objeto da idade da pedra, a máquina de escrever já foi indispensável aos seres humanos que viveram em tão longínqua era.

Aqueles homens e mulheres faziam cursos especializados no ensino da datilografia, habilidade sem a qual a maioria das melhores oportunidades de colocação era sumariamente descartada.

A exigência do domínio de uma segunda língua, como por exemplo o inglês, dava acesso à empresas de comércio internacional e grandes e tradicionais corporações e que pagavam os melhores salários. O bom e velho português era suficiente apenas para colocação em empregos medianos.

O que importa destacar é que também no passado a qualificação foi uma condicionante para as melhores posições no mercado de trabalho

Saber datilografar e falar inglês eram habilidades que diferenciavam aqueles que as possuíam. Distinguiam os bons dos medíocres.

O tempo passou e com ele aquela velha tecnologia que sujava os dedos foi embora. Hoje é artigo encontrado somente em museus. Também a ideia de obter conhecimento somente como meio para de alcançar determinado objetivo está obsoleta.

O avanço exponencial da tecnologia destruiu um mundo plano, conhecido e previsível e erigiu outro esférico, desconhecido e imprevisível, que muda constantemente a cada passo que damos em direção ao horizonte.

As Novas formas de trabalho forçaram uma mudança radical no pensamento de todos que pretendem sobreviver após o dilúvio que se abateu sobre as gerações baby boomers (1945-1964) e “X” (1965-1984).

Mais do que nunca a aquisição do conhecimento, independente da área de interesse, antes de ser um meio para um fim específico tornou-se condição indispensável para vencer em qualquer cenário.

O que acontecerá com o mundo que conhecemos hoje daqui a 10, 50 ou 100 anos? É impossível prever, não é?

Apesar de crises econômicas produzirem desempregos em massa, as oportunidades mesmo que escassas esperam pelos otimistas que sempre acreditam e investem na sua formação técnica e intelectual. Estes criarão um capital sempre requisitado em qualquer cenário.

Machado de Assis, neto de escravos e sem uma educação formal aprendeu a falar e escrever francês com a suposta ajuda de um padeiro, lendo e estudando enquanto viajava de bonde nas idas e vindas do trabalho. Inglês e alemão foram as outras duas línguas que aprendeu.

Considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos e um dos maiores do mundo deveu seu crescimento intelectual graças ao labor e empenho pessoal. Um belo exemplo.

Aproveite seu tempo para estudar e adquirir conhecimento. Leia em todas as oportunidades possíveis.

O mundo dá muitas voltas. E se a máquina de escrever um dia voltar, corra e faça um curso de datilografia antes dos outros.

Boa sorte.

Equipe Tête-à-Tête