Corrente de pensamento econômico que defende uma menor intervenção do Estado na economia, a Escola Austríaca tem como base o princípio de que quanto menor essa intervenção, maior a eficiência econômica e, consequentemente, maior o bem-estar e liberdade dos indivíduos que compõem uma sociedade.

Na concepção da Escola Austríaca de Economia, a ciência econômica sofreu um grande retrocesso quando da criação da metodologia em que separa a ciência econômica em microeconomia e macroeconomia.

Segundo os manuais convencionais, a microeconomia é a metodologia em que analisa o comportamento entre ofertantes e demandantes. Assim sendo, isto pode ser analisado, da seguinte maneira: de um lado, todos os ofertantes de sabonete (todos os fabricantes das mais diversas marcas de sabonetes) e, de outro lado, todos os consumidores desse produto.

Assim pode ser investigado somente os ofertantes de uma determinada marca de sabonete e seus respectivos consumidores. Esse é o postulado básico da denominada microeconomia: analisar a relação, a interação; o comportamento entre a oferta e a demanda.

Por sua vez, a macroeconomia se preocupa com a noção “geral”, isto é, com os chamados agregados econômicos. Por exemplo, o PIB de uma cidade ou país; o comportamento dos preços, a inflação; a taxa de juros; com o nível de emprego; a taxa de câmbio; a balança comercial; o nível de poupança; o nível de investimento; as condições financeiras do setor público; enfim, a situação econômica de uma nação ou região num determinado período. Esse é o postulado básico que diferencia na análise econômica a microeconomia da macroeconomia.

No entanto, para os teóricos da Escola Austríaca essa divisão representa, na verdade, uma espécie de farsa teórica somente conveniente para a classe dos economistas, que podem se utilizar de uma ou outra metodologia para explanar uma receita, um programa, uma análise sobre determinado aspecto econômico, que em si representa uma alternativa aos economistas de plantão para externar aos incautos sua bela sabedoria econômica, assim como, facilitar a vida dos políticos.

Segundo os economistas “austríacos” essa dicotomia entre “microeconomia” e “macroeconomia” peca mais do que em qualquer sentido num fator fundamental para se analisar a economia, aliás, o ente mais importante na investigação da ciência econômica: o homem.

A teoria econômica da Escola Austríaca, criada em fins do século XIX pelo economista Carl Menger, principia sua investigação precisamente na ação humana, na ação dos indivíduos, levando em conta a característica universal da humanidade, isto é, a diferença entre os homens. 

Reconhece-a, portanto, que os indivíduos são diferentes entre si, que existe uma escala de valores particular e individual, ou seja, reconhece que os gostos e as preferências são individuais, subjetivas e intransferíveis. É por isso que a escola austríaca também é conhecida como a Teoria da Economia Subjetivista.

O postulado da ação humana foi criado monumentalmente pelo arguto Ludwig von Mises, considerado, em linhas gerais, o terceiro grande economista da Escola Austríaca, após o fundador Menger e seu aluno,  Eugen von Böhm-Bawerk.

A teoria da Escola Austríaca, levando-se em conta o convencionalismo econômico, pode ser considerada uma teoria “microeconômica”, pois ela postula sua metodologia a partir da ação humana e não dos “agregados econômicos”.

É reconhecendo que o homem age invariavelmente com o intuito de sair de um estado de menos satisfação para outro de mais satisfação, que a escola subjetivista sustenta todo seu postulado teórico que vai desde a teoria do valor; passando pela teoria monetária, até a teoria dos ciclos e do crescimento econômico.


Até mais!

Equipe Tête-à-Tête