O uso inicial das rolhas está associado ao período em que o vinho passou a ser armazenado, da forma que é até hoje, em garrafas, e isso aconteceu por volta do século XVI, muito embora escavações arqueológicas encontraram ânforas de vinho vedadas com rolha de cortiça na antiga Fenícia e também nas cidades soterradas pela erupção do Vesúvio, Ercolano e Pompeia.

A cortiça, matéria prima da produção das rolhas, já era utilizada há milhares de anos por gregos e romanos na fabricação de muitos artefatos e foi e é utilizada até hoje pela indústria moderna desde fábrica de automóveis a indústria aero- espacial como na fabricação de bolas de beisebol e críquete.

É um material natural, orgânico, trata-se da casca do sobreiro, um carvalho que cresce em áreas mediterrâneas, principalmente na península ibérica, onde Portugal é responsável por grande parte da produção mundial de cortiça.

O Sobreiro

Sobreiro

O Sobreiro é uma árvore que pode atingir 25 ou 30 metros de altura e tem uma longevidade de vida que chega a 150 anos. A casca se desenvolve envolta do tronco e serve como proteção contra o calor ou frio excessivos, contra pragas e até contra incêndios.

Após 25 anos de vida é que pode-se se fazer a primeira extração da cortiça, sem que seja preciso para isso cortar o sobreiro, depois dessa primeira extração a árvore desenvolve uma nova casca que pode ser retirada a cada 9 anos aproximadamente.

Extração da cortiça

No sul de Portugal, principalmente na região do Alentejo, o negócio da cortiça é o empenho de tradição e trabalho de muitas famílias que detém verdadeiras fazendas de sobreiros, um negócio que envolve uma história.

A cortiça tem uma importância grande por ser um material elástico e expansivo capaz de aumentar a vedação, além de ser um isolante térmico e impermeável potente, conservando os melhores vapores e notas dos vinhos armazenados.

Uma história de tradição e de milhares de anos assim como o próprio vinho. Tudo é arte no universo vinícola.


Até mais!

Equipe Tête-à-Tête