Câmbio fixo

O câmbio fixo é aquele em que o valor da moeda estrangeira (geralmente o dólar) é fixado pelo governo. Desta forma, a moeda nacional passa a ter um valor fixo em relação a essa moeda-lastro.

Vantagem: possibilita um melhor controle sobre a inflação.

Desvantagem: pode ocasionar a valorização excessiva da moeda nacional, provocando a diminuição das exportações e aumento de importações (no caso da moeda estrangeira mantida desvalorizada).

Câmbio flutuante

O sistema de câmbio flutuante é aquele em que o mercado estabelece os valores das taxas de câmbio. Este processo ocorre através da lei de oferta e procura. Neste sistema podem ocorrer grande variações das taxas de câmbio em intervalos curtos de tempo.

Vantagem: o próprio mercado regula as taxas de câmbio, não ocasionando distorções cambiais na economia.

Desvantagem: a valorização excessiva de moedas estrangeiras pode ocasionar inflação, enquanto a desvalorização destas moedas pode ocasionar diminuição das exportações.

notas de 100 dólares com gráfico mostrando oscilação cambial

Câmbio Flutuante: grande variação das taxas de câmbio.

Banda cambial

Neste sistema cambial, a autoridade monetária do país (no Brasil é o Banco Central) permite a variação das taxas de câmbio dentro de um determinado limite (valor máximo e valor mínimo). Esse intervalo é chamado de banda cambial. Quando as taxas de câmbio saem deste intervalo, então ocorre a intervenção do Banco Central, que atua comprando ou vendendo moeda estrangeira. Com isso, ele consegue fazer com que a taxa passe a operar dentro daquele intervalo estabelecido.

Vantagens: possibilita uma variação cambial, porém sem grandes valorizações ou desvalorizações, permitindo maior previsibilidade ao mercado financeiro. Outra vantagem é que a banda pode ser mudada de tempos em tempos, de acordo com a situação econômica interna ou externa, acompanhando assim as necessidades do mercado cambial.

Desvantagem: em muitos casos este sistema pode gerar certo artificialismo cambial, prejudicando os agentes econômicos nacionais.

O caso brasileiro

Desde o ano de 1999, durante o segundo mandato do Presidente Fernando Henrique Cardoso, o Brasil utiliza o sistema de câmbio flutuante. Porém, ocorrem constantes intervenções do Banco Central do Brasil no mercado de câmbio. Estas intervenções são feitas através de operações de compra e venda de dólares (mercado a vista ou futuro) e tem por objetivo evitar a desvalorização ou valorização excessivas desta moeda estrangeira. Logo, podemos dizer que o Brasil adota um sistema de câmbio flutuante, porém com certo controle governamental.


Até mais!

Equipe Tête-à-Tête