Na Literatura Portuguesa, o Romantismo pode ser dividido, de acordo com suas características, em três fases (períodos). Muitos literatos consideram como marco inicial do período romântico, a publicação do poema Camões, em 1825, de Almeida Garrett. O Romantismo durou pouco tempo em Portugal, pois foi até 1865, com a Questão Coimbrã, liderada pelo filósofo e escritor português Antero de Quental, que deu início ao Realismo.

Primeira Geração do Romantismo

– Período: 1825 a 1840

– Principais características: presença de características do Classicismo; presença marcante de ideais liberais; nacionalismo e valorização de temas da história de Portugal (principalmente da Idade Média).

– Principais escritores e suas obras principais: Alexandre Herculano (O pároco de Aldeia; Eurico, o presbítero; A Abóbada) Almeida Garrett (Camões; Romanceiro; Frei Luís de Souza) e Antônio Feliciano de Castilho (Os treze anos; Escavações poéticas; Quadros históricos de Portugal).

Almeida Garrett

Segunda Geração (Ultrarromântica)

– Período: 1840 a 1860

– Principais características: presença forte do sentimentalismo, certo desequilíbrio emocional e melancolia.

– Principais escritores e suas obras principais: Camilo Castelo Branco (Amor de perdição; Um homem de brios; Mistérios de Lisboa), Soares Passos (O Bardo; A Grinalda; Poesias) e Tomás Ribeiro (A Delfina do mal; Sons que passam; A Indiana).

Terceira Geração do Romantismo

– Período: 1860 a 1865

– Principais características: transição para o Realismo e presença de equilíbrio sentimental e temas ligados a questões sociais.

– Principais escritores e suas obras principais: João de Deus de Nogueira Ramos (Flores do campo; Folhas soltas; Campos de Flores), Júlio Dinis (As pupilas do senhor reitor; Uma família inglesa; A morgadinha dos canaviais).

Júlio Dinis, escritor português
Júlio Dinis: importante escritor da Terceira Geração do Romantismo em Portugal.


Créditos: Elaine Barbosa de Souza
Graduada em Letras (Português e Inglês) pela FMU (2002).


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Equipe Tête-à-Tête