Sororidade é a união e a aliança entre mulheres, baseadas na empatia e no companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum.

O conceito da sororidade está fortemente presente no feminismo, sendo definido como um aspecto de dimensão ética, política e prática desse movimento de igualdade entre os gêneros.

Do ponto de vista do feminismo, a sororidade consiste no não julgamento prévio entre as próprias mulheres que, na maioria das vezes, ajudam a fortalecer estereótipos preconceituosos criados por uma sociedade machista e patriarcal.

A sororidade é um dos principais alicerces do feminismo, pois sem a ideia de “irmandade” entre as mulheres, o movimento não conseguiria ganhar proporções significativas para impor as suas reivindicações.

A origem da palavra sororidade está no latim sóror, que significa “irmãs”. Pode ser considerado a versão feminina da fraternidade, que se originou a partir do prefixo frater, que quer dizer “irmão”. Não há um sinônimo perfeito para sororidade, mas as palavras que mais se aproximam são irmandade e fraternidade (entre mulheres).

A sororidade é o oposto da rivalidade feminina e visa justamente combater o mito de que mulheres são sempre rivais, estimulando o apoio e a união entre elas.

Sororidade seletiva

Esta definição é aplicada quando há uma segregação entre subgrupos que estão inseridos no conjunto do que seria o “ser mulher”. Ou seja, quando a irmandade entre as mulheres é baseada em interesses pessoais de determinadas pessoas, ignorando o companheirismo empático e altruísta.

Um exemplo de sororidade seletiva são as feministas conhecidas por Terfs (Trans Exclusionary Radical Feminist), que não reconhecem a identidade do transgênero como mulher.

Assim, o apoio, união e companheirismo dessas feministas são seletivos, destinados apenas para as mulheres do ponto de vista biológico e não de identidade comportamental.


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Equipe Tête-à-Tête