Cultura do cancelamento é um fenômeno das redes sociais que visa boicotar e banir pessoas, eventos ou marcas que assumem comportamentos considerados incorretos ou que ferem os valores de um grupo de pessoas.

O comportamento de figuras públicas e marcas torna-se alvo do chamado “tribunal da internet“, que julga esses atos e definem se devem ser cancelados. O cancelamento é, então, o boicote e banimento virtual como punição por ações julgadas como indevidas.

Assim, “cancelar” é a reprovação e o repúdio a falas ou posicionamentos em relação a um tema qualquer. O objetivo do cancelamento é realizar um boicote ao conteúdo que pessoa ou marca produz como punição por suas ações.

O cancelamento virtual tem como base a ideia de que figuras públicas utilizam-se das redes sociais para promover sua produção. Desse modo, ao cometer uma infração considerada grave, o conteúdo por ela produzido assemelha-se a um serviço mal-executado e que deve ser cancelado.

São muitos os fatores que podem levar ao cancelamento. Em geral, a pessoa cancelada agiu em oposição aos princípios e valores morais presentes na sociedade. Como, por exemplo, em posicionamentos homofóbicos, racistas, misóginos ou machistas, xenofóbicos ou ideologicamente contrários ao senso comum.

Daí, desenvolveu-se uma resposta de intolerância ao mau comportamento considerado como transgressão social.

Em alguns casos, o cancelamento evolui para o chamado “linchamento virtual”, onde a pessoa cancelada passa a ser alvo de xingamentos e ameaças, não só de banimento ou boicote.

Por outro lado, a cultura do cancelamento na internet faz proliferar também grupos de “canceladores”. Os canceladores são pessoas que passam a procurar erros cometidos para promover o banimento de figuras públicas que, por algum outro motivo, não as agradam.


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Equipe Tête-à-Tête