Em 1910 os pais de Miró arrumaram emprego para o jovem como auxiliar de contabilidade. Deprimido, o futuro artista contraiu tifo. Em 1912, para se recuperar, foi enviado pelos pais para a zona rural de Mont-Roig, onde a família tinha uma propriedade.

A fazenda (1922)

Lá, Miró resolveu se dedicar de vez as artes, pintou uma série de quadros e se matriculou na academia de arte de Francesc d’Assís Galí. Em 1915, o pintor abandonou a escola e se tornou um autodidata.

O quadro retrata a paisagem do campo de Mont-Roig, região para onde retornou em 1921 e onde terminou a versão final da tela em 1922. O quadro carrega as essências da Espanha, elementos-chave que caracterizam a paisagem e os hábitos.

A pintura complexa e repleta de detalhes foi calculada ao pormenor pelo pintor principiante e demorou nove meses para ficar pronta. A tela, profundamente planejada, acompanhou o pintor por três regiões onde viveu: Mont-Roig, Barcelona e Paris (no seu ateliê na rua Blomet).


Até mais!

Equipe Tête-à-Tête