Na ingênua esperança de um dia encontrar-te

deixo a solidão pela qual procuro esconder-me de mim mesmo

e saio a tua procura.

Abro minha alma à vida lá fora.

Mas que surpresa?

Ninguém sabe de ti,

nem as flores que amavas tanto,

nem os pássaros que te encantavas ao ouvi-los cantar.

Perguntei ao sol se ele havia aquecido teu corpo,

indiferente continuou sua trajetória.

Escurece, aparece a lua com o céu bordado de estrelas.

Perguntei por ti.

Ninguém sabia por onde andavas.

Então cansado fechei minha alma para a vida

e voltei para a minha solidão.

Adormeci com minhas lágrimas molhando a tua ausência

na ingênua esperança de um dia encontrar-te.

Dirceu de Oliveira Fischer (1927-2011)


Até mais!

Equipe Tête-à-Tête