Quando Frida nasceu, a mãe, Matilde Calderón, não tinha leite para amamentá-la. Especula-se que a mãe também tenha passado por um duro período de depressão pós parto e, quando o bebê tinha apenas 11 meses Matilde teria dado à luz a um novo bebê, Cristina. Por esses motivos Frida foi entregue à uma ama de leite indígena. A prática era relativamente comum no México naquela época.

Minha Ama e Eu

A pintura de Frida, criada em 1937, registra esse momento da sua vida. Perturbadora, a imagem apresenta a própria figura da pintora com um corpo de bebê e uma cabeça de adulto. A ama, por sua vez, não tem feições definidas e aparece como uma anônima carregando uma máscara pré-colombiana. Ao fundo vemos uma paisagem natural de um lugar não identificado.

Do seio da ama jorra o leite que alimenta a pequena Frida. Vemos a imagem da fartura na mama direita da ama, na mama esquerda, onde Frida se encontra, observamos um desenho mais técnico dos caminhos que levam à glândula mamária.

Apesar de fisicamente próximas – a bebê encontra-se no colo da ama – ambas as figuras parecem distantes emocionalmente. Elas sequer se olham.


Até mais!

Equipe Tête-à-Tête