O comendador Joaquim era um dos homens mais ricos de Goiás no século XIX. Tinha tanto dinheiro que mandou fazer um belo casarão com 365 janelas, uma para cada dia do ano. Para construí-la, não olhou para gastos, empregou as madeiras mais finas, usou acabamentos em ouro e as lâmpadas eram feitas de um cristal puríssimo.

A casa tinha salões de reuniões, salão de baile, quartos, alcovas para os viajantes, cozinha, despensas e tudo mais que significava conforto naqueles tempos. Não havia morada mais bonita e todos os que passavam por aqueles campos se aproximavam para contemplá-la. A fama da mansão era tão grande que mesmo artistas que nunca a tinha visto faziam pinturas sobre ela.

Um belo dia, o comendador faleceu e não deixou herdeiros. Por isso, o povo entrou na casa, vasculhou todos os seus recantos em busca dos tesouros escondidos que o comendador tinha. Quem não conseguiu levar os copos dourados ou os macios lençóis, arrancou pedaços do piso de madeira e também as lindas janelas que eram a joia daquela construção.

Diz a lenda que vários pedaços da casa serviram para edificar outras em Goiás e, por isso, é possível ouvir os passos do Comendador pelas ruas buscando partes de sua antiga casa das 365 janelas.


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Equipe Tête-à-Tête