Polissíndeto é uma figura de linguagem na língua portuguesa, que consiste no uso repetitivo e excessivo de algumas conjunções entre as orações de modo sequencial.

O polissíndeto é classificado como uma figura de construção entre as figuras de linguagem. O seu uso é comum para transmitir o sentido de maior expressividade na mensagem, seja ela através da linguagem oral ou escrita. Alguns estudiosos da língua portuguesa classificam o polissíndeto como um tipo de anáfora.

A etimologia desta palavra está no termo grego polysýndeton, que pode ser traduzido livremente como “múltiplas ligações”.

Vale lembrar que todas as orações com períodos compostos e que possuem conjunções são classificadas como sindéticas, enquanto que as orações sem conectivos são chamadas de assindéticas.

Exemplo de polissíndeto

“Vão chegando as burguesinhas pobres/e as crianças das burguesinhas ricas/e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza.” (Manuel Bandeira)

“Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro.” (Fernando Pessoa)

“Falta-lhe o solo aos pés: recua e corre, vacila e grita, luta e ensanguenta, e rola, e tomba, e se despedaça, e morre.” (Olavo Bilac)


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Equipe Tête-à-Tête