Celebrar este mundo adivinhando
a incurável leveza, a inabalável
certeza do esplendor interminável
da luz de Deus, aurora ruminando

para sempre a quietude do imutável.
Somos reflexos dessa luz, um bando
de flamingos ardendo, misturando-
se ao sol nascente, ao inimaginável

incêndio indescritível, todo asas,
todo luz… Somos feitos como brasas
abrindo o voo, somos como o voo

dos flamingos em brasa ao oriente…
E nunca há de apagar-se aquele ardente
sol perfeito que neles se espelhou.

Bruno Tolentino (1940-2007)


Até mais!

Equipe Tête-à-Tête