Não creio ainda no que sinto –
Teus beijos, meu amor, que são
A aurora ao fundo do recinto
Do meu sentido coração…

Não creio ainda nessa boca
Que, por tua alma em beijos dada,
Na minha boca estaca e toca
E ali (…) fica parada.

Não creio ainda. Poderia
Acaso a mim acontecer
Tu, e teus beijos, e a alegria?
Tudo isto é, e não pode ser.
……

Fernando Pessoa (1888-1935)


Até mais!

Equipe Tête-à-Tête