Foi uma greve de trabalhadores da indústria e do comércio brasileiros por maiores salários ocorrida em julho de 1917, em São Paulo, e promovida por organizações operárias anarquistas ligadas à imprensa libertária.


Principais causas da greve


Por causa da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), o Brasil começou a exportar grande parte de seus alimentos. Em 1915, essas exportações afetaram o abastecimento interno, causando aumento dos preços. Em razão disso, o custo de vida aumentou, deixando o operariado em péssimas condições de vida e fazendo com que mulheres e crianças também tivessem de trabalhar. A jornada de trabalho era de 12 a 14 horas por dia, de segunda a sábado. O comércio foi então fechado, os transportes interrompidos e o governo não conseguiu controlar o movimento.

Foto mostrando trabalhadores em greve
Manifestação de trabalhadores na Greve Geral de 1917.


Principais reivindicações dos grevistas


– Liberdade aos presos durante a greve e proibição de demissão dos participantes do movimento.

– Respeito ao direito de os trabalhadores se associarem (formação de sindicatos)

– Proibição do trabalho de menores de 14 anos, do trabalho noturno para menores de 18 anos e para mulheres.

– Aumento de salários entre 25% e 35%.

– Regulamentação do dia do pagamento dos salários.

– Garantia de trabalho permanente.

– Pagamento de salários a cada 15 dias, com tolerância de atraso de, no máximo, 5 dias.

– Pagamento de horas extras.

Foto de trabalhadores em greve numa indústria de São Paulo em 1917
Foto de trabalhadores em greve numa indústria de São Paulo em 1917.


Crédito: Jefferson Evandro Machado Ramos – Graduado em História pela Universidade de São Paulo – USP.


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Equipe Tête-à-Tête