A Boda Camponesa (em neerlandês, De Boerenbruiloft) é uma pintura a óleo sobre madeira do mestre flamengo da Renascença Pieter Buegel, de 1567, uma das várias em que representou a vida dos camponeses. Está actualmente exposta no Museu de História da Arte em Viena.

A Boda Camponesa, 1568 - Pieter Bruegel o Velho
Renascimento nórdico – 114 x 164 cm – Museu de História da Arte em Viena

Pieter Bruegel gostava de pintar camponeses e diferentes aspectos das suas vidas e fê-lo em tantas das suas obras que foi até apelidado de Bruegel-camponês, mas ele era, de facto, um intelectual sofisticado, e muitas das suas pinturas têm um significado simbólico e também um aspecto moral.

No interior de uma sala comprida, talvez um celeiro ou um palheiro, está a decorrer a boda de casamento de um casal de camponeses. A noiva está claramente visível em frente do pano verde pendurado atrás dela (um elemento que se encontra em muitas pinturas flamengas da Virgem) e usa a coroa com um semblante vagamente sonhador tendo ao seu lado esquerdo os pais (o pai veste um casaco forrado de pele e está sentado numa cadeira com espaldar proeminente em relação aos outros bancos). Em relação ao noivo há várias teorias acerca da sua identificação na pintura. Segundo uns, o noivo, seguindo a tradição de servir os comensais, é identificado com o que está no lado esquerdo a verter cerveja (provavelmente lambic) de um cântaro para uma caneca, ou com o de barrete encarnado que se volta no centro para tomar os pratos com comida (talvez polenta) e passá-las para os convidados, pratos que são trazidos por ajudantes num tabuleiro rudimentar feito de tábuas de madeira.

Em primeiro plano vê-se uma criança que está lambendo um prato, tendo uma boina demasiado grande com uma pena de pavão que lhe cobre os olhos. O olhar do espectador é levado em profundidade pela posição oblíqua da mesa, ao longo da qual se alinham os vários convidados, cada um retratado na sua singularidade. Um cão sai debaixo da mesa, ao lado de um prelado que está discutindo com um homem de barba ruiva de perfil. Há quem interprete este último como um possível auto-retrato de Bruegel, parecendo o autor escolher, finalmente, algum distanciamento em relação aos personagens que o haviam caracterizado, participando mesmo assim, na alegria do evento.

Dois tocadores de gaitas de foles estão de pé em plano intermédio; mais distantes, outros personagens aglomeram-se na porta, e uma criança, sentada na extremidade da mesa, está a chupar o dedo. A descrição é assim enriquecida por muitos detalhes quotidianos que fazem da obra um exemplo da pintura de género.

Tem havido muitas conjecturas sobre a identidade do noivo nesta pintura. Gilbert Highet argumentou que o noivo é o homem no centro do quadro, vestindo um casaco escuro e visto de perfil, ou, segundo Gustav Glück, o embaraçado filho de um casal rico, que se vê encostado à parede em frente, à direita da noiva, a comer com uma colher. Também tem sido sugerido que, segundo o costume da época, o noivo não esteja sentado à mesa, podendo ser o homem que está a despejar cerveja. Ou pode estar, de acordo com o mesmo costume, a servir a comida, podendo assim ser o jovem com boné vermelho, que está a retirar os pratos com comida do tabuleiro ambulante e a colocá-los na mesa para os convidados.

Fonte:wikiart


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Equipe Tête-à-Tête