O colosso, em espanhol El coloso, é um quadro historicamente atribuído a Francisco de Goya, até que em Junho de 2008 o Museu do Prado emitiu um informe no qual indicava a possível autoria dum discípulo de Goya. Este informe foi confirmado em 26 de janeiro de 2009.

Romanticism – 116 x 105 cm – Museu do Prado

O quadro passou a ser propriedade do filho de Goya, Javier Goya. Posteriormente pertenceu a Pedro Fernández Durán, quem legou a sua coleção ao Museu do Prado, onde se conserva El coloso desde 1931.

O quadro amostra um gigante de tamanho colossal, que se ergue atrás uns montes —que ocultam suas pernas até as coxas—, ocupando o centro da imagem, rodeado de nuvens e com os punhos em alto. A parte inferior do quadro (um terço deste) é ocupada por um sombrio vale onde uma multidão de gente e gado corre em todas as direções.

A obra tem diversas interpretações, recebendo, aliás, outras denominações: O pânico ou A tormenta.

O corpo do gigante ocupa o centro da composição. Parece adotar uma postura combativa a julgar pela posição do braço e o punho fechado. O quadro foi pintado durante a Guerra da Independência Espanhola, pelo qual poderia representar dito confronto bélico. Nigel Glendinning afirma que o quadro está baseado num poema patriótico de Juan Bautista Arriaza chamado «Profecia dos Pirenéus». Em ele apresenta-se ao povo espanhol como um gigante surgido dos Pirenéus para se opor à invasão napoleônica.

A atitude do gigante foi objeto de várias interpretações. Não se sabe se está caminhando ou assenta-se firme sobre suas pernas separadas. Também é ambígua sua posição; poderia estar atrás às montanhas ou enterrado até mais acima do joelho, o que sucede em outros quadros pertencentes às Pinturas negras, como o Duelo a bordoadas. Também não aparecem as pernas do Saturno devorando a un hijo e mesmo aparece enterrado até o pescoço —ou atrás do terrapleno?— o Perro semihundido. Por outro lado, o gigante tem os olhos fechados, o que poderia representar a ideia de violência cega.

Contrastando com a erguida figura do gigante, aparecem no vale diminutas figuras de gentes da povoação que aparentemente fogem em todas as direções, exceto um asno que permanece quieto, o qual poderia simbolizar, conforme menciona Luna, a incompreensão do fenômeno da guerra.

A técnica desta obra é similar à das Pinturas Negras da Quinta del Sordo. Mesmo se propôs uma datação tardia do quadro, alegando que a menção a O colosso do inventário de 1812 não alude a esta obra. Contudo, Nigel Glendinning recusou esta datação tardia, baseada só em aspetos estilísticos, pois todos eles se acham já presentes (se bem que não no mesmo grau) em quadros anteriores, de A pradaria de Santo Isidro em 1788 para as diminutas figuras resolvidas com rápido traço; aos Caprichos (1799) números 3 («Que vem o coco») e 52 («O que pode um alfaiate») para o motivo da figura de proporções gigantes que atemoriza. Além de alguns desenhos nos seus quadros de apontes similares, tais como «Uma figura gigantesca sobre uma sacada», «Um encapuzado gigantesco» e «Sono. Pregão de Bruxas» (Gassier e Wilson n. 625, 633 e 638).

Fonte:wikiart


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Equipe Tête-à-Tête