Talvez você conheça um pouco do zoroastrismo e não saiba. Isto porque esta religião persa estendeu alguma influência para produtos culturais conhecidos, como Star Wars Game of Thrones. 

O zoroastrismo é uma religião monoteísta estabelecida pelo profeta persa Zoroastro (também chamado de Zaratustra), que viveu em algum momento entre  1500 e 1000 a.C. Esta fé se sustenta no culto de uma divindade suprema, chamado Ahura Mazda (o Senhor da Sabedoria), que seria o criador de todas as coisas.

Antes da existência de Zoroastro, os antigos persas adoravam várias divindades. O profeta então, condenou essa prática e pregou que somente Ahura Mazda deveria ser adorado. Entende-se que essa tenha sido a primeira religião monoteísta da história da humanidade.                               

A influência do zoroastrismo em outras religiões

(Fonte: Shutterstock / Reprodução)

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Esta religião, que também é chamada de Mazdaysna (ou mazdaísmo, que quer dizer “devoção a Mazda”), prega como princípios o culto dos bons pensamentos, boas palavras e boas ações. Sua lógica monoteísta abriria caminho para outras religiões que se tornaram grandes: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.

Além disso, Zoroastro já apresentava em seus ensinamentos algumas ideias que depois seriam aproveitadas em outras fés, especialmente a cristã. Ele propunha os conceitos de céu e inferno, do dia de julgamento e da revelação final do mundo, bem como uma ideia de Satanás: toda a base do zoroastrismo se sustentava em uma luta das forças do bem e da luz com as forças das trevas (cuja autoridade se chamava Ahriman ou Angra Mainyu, e simbolizava o rei da destruição — e, curiosamente, seria o irmão gêmeo de Ahura Mazda). 

Assim, os homens deveriam escolher em que lado eles estavam nesta luta, e a religião servia de guia para que eles soubessem que Deus sempre prevaleceria. Por um lado, Angra Mainyu tentava cegar os homens com desejos que os desviariam do caminho certo; por outro, seu irmão Ahura Mazda os levaria para o destino correto.

A história bíblica de Adão e Eva também guarda bastante semelhança com alguns mitos contados pelo profeta Zoroastro. Segundo a crença, Ahura Mazda (Deus) criou um primeiro casal, chamado Mashya e Mashynag, que vivia harmonicamente em um paraíso, até que Angra Mainyu os convenceu de que ela era o criador, e que Ahura Mazda era um enganador. Por terem acreditado, o casal foi expulso do paraíso e condenados a um mundo cheio de dificuldades.

O zoroastrismo na cultura popular

(Fonte: Steve Wood)

(Fonte: Steve Wood)


As ideias provenientes do zoroastrismo também foram recuperadas em outros produtos da cultura popular. A antiga religião persa já apareceu também na música, na literatura e até no cinema.

A ópera A Flauta Mágica, de Mozart, é cheia de referências ao zoroastrismo, como a contraposição entre luz e escuridão, as provações de fogo e água (os fiéis da religião acreditam que as duas são entidades irmãs purificadoras) e a busca da bondade acima de tudo. O cantor Freddie Mercury, vocalista da banda Queen, também se orgulhava em entrevistas de sua herança familiar zoroastrista.

Mas talvez nenhuma criação musical expresse bem os princípios promulgados por Zoroastro quanto Assim falou Zaratustra, poema sinfônico composto por Richard Strauss que homenageia o legado filosófico de Friedrich Nietzsche, autor de um livro de mesmo nome. O curioso é que muitas das ideias de Nietzsche se opunham aos princípios zoroastristas — como a que pregava a cisão absoluta entre bem e mal.

A série Game of Thrones também faz uma referência ao zoroastrismo na lenda de Azor Ahai, um semideus que triunfa sobre as trevas. E há muita gente que acredita que a batalha cósmica em Star Wars, baseada no confronto entre a Luz e as Trevas da força, tem clara influência das ideias do profeta Zoroastro.

Fonte:megacurioso


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Equipe Tête-à-Tête