Você sabe o que artistas como Manet, Van Gogh, Caravaggio e Di Cavalcanti têm em comum? Todos eles exploraram a estética da natureza morta em suas obras!

E apesar da natureza morta ser um gênero bem conhecido entre entusiastas de arte, estudantes e artistas, esse termo pode gerar dúvidas em algumas pessoas.

Isso porque a natureza morta não está relacionada diretamente com a natureza e tão pouco aborda a morte.

Ficou curioso para saber mais?
Hoje, você vai entender o conceito de natureza morta e conferir os principais trabalhos que representam esse gênero.


Entenda o conceito de natureza morta:

A natureza morta é um gênero artístico — inclui pinturas e fotografias — que tem como ponto principal a representação de objetos estáticos e inanimados, comuns do cotidiano, como frutas, flores, louças, instrumentos musicais, livros, utensílios domésticos, entre outros.

Apesar de ser considerada uma arte decorativa, a natureza morta também se expressa de maneira simbólica, apresentando diversas metáforas.


Os relatos de obras de natureza morta já existem desde o século XV A.C, período em que os egípcios retratavam os elementos característicos do gênero em tumbas.

Mais tarde, o estilo foi adotado por artistas da Grécia antiga. E durante a Idade Média, a natureza morta passou a ser condenada por teólogos católicos.

O nome ‘natureza morta’ surgiu na Holanda no século XVII, representando uma forma de crítica à religião depois que a Igreja Protestante proibiu que a arte explorasse qualquer tipo de artigo religioso.

Para protestar contra a imposição da igreja, os artistas da época começaram a pintar frutas e objetos como uma espécie de código para retratar a comunhão, Jesus Cristo e a abundância.

Como mencionamos, o gênero artístico não está relacionado à morte. O termo natureza morta nada mais é do que uma tradução incorreta da palavra original.

Em Holandês, o termo utilizado para denominar o estilo é ‘stilleven’, algo como natureza quieta ou natureza imóvel, fazendo referência ao repouso dos objetos e a ausência de movimento, e não à morte.


A natureza morta na história da arte:

A natureza morta é um gênero antigo, que esteve presente em diferentes épocas ao longo da história.

Conforme as correntes artísticas mudavam, a forma de interpretação da natureza morta se alterou junto. Dessa forma, cada estilo possuía sua própria forma de representar o gênero.

Confira como cada corrente artística abordou a natureza morta:

  • Fauvismo: nesta corrente, a natureza morta era composta por paisagens e elementos do cotidiano representadas com cores fortes e brilhantes. A ideia era retratar, com exagero, a alegria da vida cotidiana.
  • Cubismo: artistas como Picasso e Juan Gris representavam a natureza morta de forma mais abstrata, de ângulos diferentes e com perspectiva. Para identificar os elementos os espectadores deveriam observar as obras com maior atenção.
  • Impressionismo e pós-impressionismo: nestas correntes, o gênero ganhou mais popularidade e destaque através de trabalhos de Renoir, Van Gogh e Paul Cézanne.
  • Pop art: na arte contemporânea, os artistas utilizavam elementos do cotidiano para retratar a natureza morta de forma diferente e de maneira única, como foi o caso do artista Andy Warhol. 

Conheça agora os principais trabalhos de natureza morta de diferentes correntes artísticas:

Girassóis – Van Gogh 

                                                                 fonte: la art


Cesto de Frutas – Caravaggio

                                                                   fonte: história das artes


Natureza Morta com Flores – Di Cavalcanti

                                                               fonte: la art


Como pintar natureza morta:


Em um primeiro momento, a natureza morta pode parecer “mais simples” do que os demais gêneros de pintura.

Contudo, para representar flores, frutas e demais objetos, é preciso se atentar a certos aspectos e seguir alguns passos.

Confira como fazer um desenho de natureza morta:

  • Composição da imagem:
    Antes de tudo, é preciso escolher como a imagem será montada: com frutas e legumes, garrafas e copos ao fundo, etc. A dica é utilizar o que tem em casa para facilitar a visualização e composição da imagem. 
  • Divisão do espaço:
    O próximo passo é dividir a folha para posicionar os objetos nos lugares corretos. Nesta etapa, vale utilizar a régua para facilitar a demarcação, mas lembre-se de traçar levemente para poder apagar depois.
  • Esboço:
    Para conferir se a composição está ficando de acordo com o planejado, a dica é fazer um esboço leve dos objetos, não esquecendo de dar volume aos desenhos.

Realismo:
Com as formas prontas, é hora de dar mais realismo ao desenho, utilizando fonte de luz, sombra própria e sombra projetada, como representa a imagem: 

             fonte: história das artes


Afinal, a diferenciação entre claro e escuro ajuda a dar sensação de volume ao trabalho.

  • Acabamento:
    Na finalização do desenho, vale utilizar as cores seguindo o conceito de claro e escuro para dar ainda mais realismo à obra. O esfumado é uma técnica bastante interessante, que pode ser utilizada para trabalhos sem cores.

Fonte:blografittiartes


Até mais!

Equipe Tête-à-Tête