For the moon never beams, without bringing me dreams
   Of the beautiful Annabel Lee;
And the stars never rise, but I feel the bright eyes
   Of the beautiful Annabel Lee;
And so, all the night-tide, I lie down by the side
   Of my darling—my darling—my life and my bride,
   In her sepulchre there by the sea—
   In her tomb by the sounding sea.
 
“Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim ‘stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.”


–  Tradução de Fernando Pessoa


Em um de seus mais belos poemas, Poe outra vez relata sobre a morte de uma mulher amada, um dos temas mais poéticos existentes, ainda acompanhado do tom melancólico, que, como o autor diz em A Filosofia da Composição, ser a melhor combinação para compor um poema. A estrofe final de Annabel Lee, apesar de melancólica, como todo o poema, traz uma espécie de alegria romântica ao declarar como a amada do eu lírico, Annabel Lee, continua presente em sua vida mesmo após ter morrido. A sonoridade dos versos originais de Poe traz tal musicalidade ao poema, especialmente a estes versos, que consegue demonstrar bem essa mistura de melancolia e alegria apaixonada do narrador que vê sua Annabel Lee em todo lugar.

Fonte:notaterapia


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Equipe Tête-à-Tête