Era uma vez, um príncipe que estava muito triste, pois estava à procura de uma princesa para se casar e não encontrava nenhuma. Percorreu todos os reinos próximos sem sucesso.

Já havia desistido, quando em uma noite chuvosa, bate à porta do castelo uma jovem em apuros que, ao encontrar-se com o rei, diz:

— Boa noite, estou molhada e faminta. Sou uma princesa e me perdi quando voltava para o meu castelo. Por gentileza, eu poderia passar a noite aqui para me abrigar?

O rei, desconfiado de se tratar de uma princesa realmente, deixa a jovem entrar.

Ele então tem uma ideia e manda preparar um aposento especial para a moça. São colocados sete colchões um sobre o outro e embaixo deles uma pequena ervilha.

O rei sabia que apenas uma nobre princesa teria a sensibilidade de perceber a ervilha sob os colchões.

E, de fato, na manhã seguinte, no café da manhã, a moça estava com uma feição ainda cansada e pálida. O rei e o príncipe perguntaram como ela havia passado a noite, ao que a jovem respondeu:

— Me desculpem, preciso ser sincera, essa noite passei em claro. Não consegui dormir nada, pois sentia algo incômodo.

Assim, foi comprovado que a moça era mesmo uma princesa e o príncipe logo soube que era a mulher que ele procurava. Os dois se casaram e viveram felizes para sempre.


Na narrativa, o conteúdo nos apresenta valores como a espiritualidade, sensibilidade e espírito investigativo.

A realeza normalmente é colocada nos contos de fadas como um símbolo da “nobreza da alma”, a coragem, generosidade e dignidade.

Assim, o príncipe, ao buscar por uma princesa verdadeira, está procurando por alguém capaz de refletir sobre o mundo e ter a sensibilidade suficiente para questionar coisas que aparentemente não podem ser vistas, coisas de ordem espiritual.

Portanto a ervilha aparece com essa simbologia, ao passo que os colchões são a representação do mundo como um todo, com as muitas camadas de distrações presentes nele.

Fonte:culturagenial


Até mais!

Equipe Tête-à-Tête