Por que se interessar por frases de Gandalf? Nos livros O Hobbit e na trilogia de O Senhor dos Anéis, o mago representa quem convoca outros para a jornada que irá transformar suas vidas e garantir que o destino da Terra Média não seja tomado pelas forças do mal.

Veja as 3 melhores frases do personagem. Todas elas são carregadas de importantes lições.


O que você vai encontrar neste artigo?

  1. O simbolismo do personagem Gandalf
  2. As 3 melhores frases de Gandalf
  3. Tolkien faz parte de uma guerra que talvez você nem conheça

O simbolismo do personagem Gandalf

Gandalf, o Cinzento, futuramente Gandalf, o Branco, são apenas alguns dos diversos títulos do mago criado por J.R.R. Tolkien. Gandalf é capaz de conjurar magias de fogo e luz, os poderes são uma forma de se utilizar do extraordinário para reconectar o homem ao ordinário, à natureza e à harmonia da criação.

O mago é a figura do sábio, esta é a principal característica de Gandalf: ele é capaz de enxergar virtudes e potenciais nas pessoas que muitas vezes elas nem podiam imaginar que possuíam.

Sendo um observador de todas as forças que regem seu mundo, a Terra Média, Gandalf é capaz de enxergar ameaças e necessidades que muitos povos não estão atentos.

Com seu conhecimento e sabedoria o mago é capaz de instigar os povos. Assim, ao longo da história de O Hobbit e de O Senhor dos Anéis ele é capaz de velar pelos destinos da Terra Média, garantindo que as forças do mal não prevaleçam.

É Gandalf quem vem tirar os hobbits de seu conforto e colocá-los na jornada de suas vidas. Foi assim com Bilbo e com Frodo, essa jornada representa o amadurecimento e a concretização do propósito das vidas desses personagens.

Segundo Tolkien, o personagem é um profeta. Há um elemento da providência na obra de Tolkien. Gandalf se mostra sempre sensível a essas moções.

Na obra O Hobbit, o mago sonhava com o herdeiro de Erebor, Thorin, Escudo de Carvalho, ao passo que este sentia em seu coração a necessidade de se encontrar com Gandalf.

O mago promove o encontro que mudou para sempre os destinos da Terra Média. Gandalf também percebe a necessidade de incluir um hobbit na jornada. O pequeno se mostrou crucial contra o dragão Smaug.

Essa percepção e sensibilidade do mago mostram a força do elemento da providência em sua obra. Segundo o próprio autor:

“O Senhor dos Anéis obviamente é uma obra fundamentalmente religiosa e católica; inconscientemente no início, mas conscientemente na revisão.” (J. R. R. Tolkien – Carta para Robert Murray, SJ, 02 de dezembro de 1953)


Veja as melhores frases do mago Gandalf:

As 3 melhores frases de Gandalf

1 – “Muitos que vivem merecem a morte. E alguns que morrem merecem viver. Você pode dar-lhes a vida? Então não seja tão ávido para julgar e condenar alguém à morte. Pois mesmo os muito sábios não conseguem ver os dois lados”

Gandalf diz essa frase a Frodo. O hobbit se lamentava que seu tio teve a oportunidade de matar Gollum e a desperdiçou. Gollum era uma criatura que atrapalhava a jornada de Frodo para destruir o Anel.

Gandalf repreende Frodo, mostra como Bilbo teve pena da criatura e não quis matá-la. O mago também acreditava que Gollum teria ainda algum papel importante na jornada de Frodo.


2 – “Tudo o que temos de decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado”

Gandalf-Frodo
Gandalf e Frodo conversando.

Frodo estava diante de sua missão de destruir o Anel, mas estava com medo dos perigos e provações que enfrentaria. Diante do seu chamado o hobbit desabafa com Gandalf:

“Eu gostaria que isso não tivesse acontecido no meu tempo”.

A resposta de Gandalf é a frase destacada, ela mostra como é impossível ter controle das circunstâncias, portanto o que resta é como vivê-las e aproveitá-las.


3 – “Fim? A jornada não acaba aqui. A morte é apenas um outro caminho que todos temos que tomar”.

Nessa frase Gandalf mostra a Frodo como a morte não é o fim, mas que há algo depois dela. Outra vez, Tolkien deixa claro o elemento cristão de sua obra por meios dos ensinamentos que o mago compartilha.


Bônus: frase extra!

Há uma cena cômica em O Senhor dos Anéis em que Frodo recebe Gandalf e o cobra por se atrasar, ao que o mago retruca:

“Um mago nunca se atrasa, nem se adianta, ele chega exatamente quando pretende chegar”.

A frase se mostra verdadeira ao longo da história de O Hobbit e de O Senhor dos Anéis, Gandalf sempre chega nos momentos em que ele é mais necessário para auxiliar os protagonistas.

O universo de Tolkien é repleto de seres fantásticos: elfos, magos, dragões, anões, orcs e trolls. Sua obra é considerada uma fantasia.

Tudo se passa em um mundo com semelhanças ao real. Segundo Tolkien, a principal importância dos contos de fadas e das fantasias é revelar aspectos e belezas da vida, da realidade, e levar as pessoas a encontrarem e descobrirem o bem.

Ele afirma:

“A magia do Belo Reino não é um fim em si mesma, sua virtude reside em suas operações — entre elas está a satisfação de certos desejos humanos primordiais.

Um desses desejos é inspecionar as profundezas do espaço e do tempo. Outro é entrar em comunhão com outros seres vivos.

Assim, uma história poderá tratar da satisfação desses desejos com ou sem a interferência de máquinas ou de magia, e na medida em que tiver sucesso se avizinhará da qualidade de histórias de fadas e terá seu sabor”.

O autor acredita que a principal função dessas histórias é promover a alegria da vitória final, a vitória do bem sobre o mal, algo que permite ao homem contemplar seu desejo primordial.


Tolkien faz parte de uma guerra que talvez você nem conheça

Há uma guerra silenciosa sendo travada no mundo há mais de 100 anos. Muitos de nós ainda não nos damos conta, porque não é uma guerra combatida com armas e canhões.

Em 1883, um grupo de intelectuais ingleses se reuniu e fundou a Sociedade Fabiana, um grupo que acreditava que era necessário implementar o socialismo de modo lento e gradual. Sem revoluções armadas, apenas transformando a cultura e o imaginário das pessoas.

Para transformar o pensamento, é necessário dominar a linguagem. Os fundadores da sociedade sabiam que a cultura é capaz de moldar o pensamento individual.

Livros, filmes, músicas, toda a cultura se tornou campo para implementação do plano desses socialistas.

Chesterton, Lewis e Tolkien foram os maiores oponentes das ideias de Nietzsche, Bernard Shaw, H.G. Wells e todos os autores que declararam a guerra silenciosa para manipular a linguagem, distorcer conceitos, criticar o cristianismo e desordenar o imaginário ocidental.

Fonte:brasilparalelo


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Equipe Tête-à-Tête