Epopeia do Povo Mexicano ou História do México através dos séculos é um afresco do pintor mexicano Diego Rivera realizado na escadaria principal do Palácio Nacional entre 1929 e 1935 sob encomenda de José Vasconcelos, o então Secretário de Educação Pública do país. A obra traça um panorama histórico da formação cultural do povo mexicano através de eventos políticos significativos na história do país, começando com a Colonização pelo Imperio Espanhol e chegando aos idos da Revolução de 1910. O mural foi restaurado em 2009 por conta das comemorações do Bicentenário da Independência do país.

1929 – 1935 – Muralismo – Palácio Nacional

O afresco cobre uma área total de 276 m², sendo subdivido em três seções: duas laterais de 7,49 x 8,85 m e uma central de 8,59 x 12,87 m. Sobre a parede direita, está retratado o México pré-hispânico através do mito de Ce Ácatl Topiltzin Quetzalcóatl; a parte central e maior representa o povo mexicano desde a Conquista espanhola até a década de 1930; a parte esquerda, por fim, retrata uma visão marxista do país durante o século XX.

Diego Rivera é um dos mais reconhecidos artistas mexicanos. De afiliação comunista, criticou duramente o governo mexicano pelo que considerava uma subserviência às potências estrangeiras. Rivera nasceu em uma rica família judia de Guanajuato, mas tornou-se ateu ao longo de sua vida. Quando jovem, estudou na Academia de San Carlos, uma prestigiada escola de arte da Cidade do México. Após seus estudos, viajou pela Europa, onde entrou em contato com o movimento cubista, dividindo seu tempo com a técnica do afresco renascentista. De volta ao país natal, o artista passou a incrementar as técnicas europeias à tradução artística de seu povo, sendo que os murais produzidos para o governo mexicano neste período de sua carreira são evidências de sua fase artística original.

Apesar de ter o governo mexicano como cliente para este mural, Rivera sempre se destacou politicamente como um crítico de qualquer tipo de autoridade. Na pintura, buscou exaltar a cultura nativa de sua pátria, como as culturas asteca e zapoteca, opondo-se radicalmente ao mundo capitalista.

A primeira grande obra de Rivera foi o mural “Criação”, que levou mais de um ano para ser concluído e retrata vinte figuras relacionadas à história da religião. Além de muralista, Rivera destacou-se como pintor tradicional, tendo preferência por figuras humanas, autorretratos e elementos culturais do povo latino-americano.

Rivera liderou um projeto muralista do governo mexicano na década de 1920, seguindo o fim da Revolução Mexicana. O projeto tinha finalidade de não somente enaltecer os feitos do movimento revolucionário, como também promover a imagem do então governo como provedor de um novo século para o México. A série de murais foi realizada na Cidade do México entre 1923 e 1939.

Em agosto de 1929, Rivera deu início à pintura de seu grande mural na escadaria principal do Palácio Nacional do México. O palácio, situado em posição dominante no Zócalo, mais importante logradouro público da capital mexicana, foi erguido sobre os escombros do palácio do rei asteca Montezuma II, sendo atualmente o gabinete do Presidente do México e sede da maioria das secretarias executivas federais. O governo mexicano encomendou o mural a uma equipe formada por Rivera, Orozco e Siqueiros. Rivera havia sido encarregado de retratar os indígenas de forma brilhante e criticar os colonos espanhóis, alegorizando o triunfo da Revolução Mexicana sobre o governo de Porfírio Diaz. O mural consiste em quatro seções distintas, uma delas chegando a até 12 metros de altura.

Fonte:wikiart


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Equipe Tête-à-Tête