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literatura

EXORTAÇÃO

Em nome do teu nome,Que é viril,E leal,E limpo, na concisa brevidade— Homem, lembra-te bem!Sê viril,E leal,E limpo, na concisa condição.Traz à compreensãoTodos os sentimentos recalcadosDe que te sentes dono envergonhado;Leva, dourado,O sol da consciênciaAs íntimas funduras do teu ser,Onde... Continue lendo →

GUERRA CIVIL

E contra mim que lutoNão tenho outro inimigo.O que pensoO que sintoO que digoE o que façoE que pede castigoE desespera a lança no meu braço Absurda aliançaDe criançaE de adulto.O que sou é um insultoAo que não souE combato... Continue lendo →

A MULHER E A CASA

Tua sedução é menosde mulher do que de casa:pois vem de como é por dentroou por detrás da fachada. Mesmo quando ela possuitua plácida elegância,esse teu reboco claro,riso franco de varandas, uma casa não é nuncasó para ser contemplada;melhor: somente... Continue lendo →

RUA DOS ROSTOS PERDIDOS

Este vento não leva apenas os chapéus,estas plumas, estas sedas:este vento leva todos os rostos,muito mais depressa. Nossas vozes já estao longe,e como se pode conversar,como podem conversar estes passantesdecapitados pelo vento? Não, não podemos segurar o nosso rosto:as mãos... Continue lendo →

A UM(A) AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,tenho razão de te acusar.Houve um pacto implícito que rompestee sem te despedires foste embora.Detonaste o pacto.Detonaste a vida geral, a comum aquiescênciade viver e explorar os rumos de obscuridadesem prazo sem consulta sem provocaçãoaté o... Continue lendo →

O LIVRO DOS AMANTES I

Glorifiquei-te no eterno.Eterno dentro de mimfora de mim perecível.Para que desses um sentidoa uma sede indefinível. Para que desses um nomeà exactidão do instantedo fruto que cai na terrasempre perpendicularà humidade onde fica. E o que acontece durantena rapidez da... Continue lendo →

DE AMOR NADA MAIS RESTA QUE UM OUTUBRO

De amor nada mais resta que um Outubro e quanto mais amada mais desisto: quanto mais tu me despes mais me cubro e quanto mais me escondo mais me avisto. E sei que mais te enleio e te deslumbro porque... Continue lendo →

ANDAR?! NÃO ME CUSTA NADA!

Andar?! Não me custa nada!... Mas estes passos que dou Vão alongando uma estrada Que nem sequer começou. Andar na noite?!Que importa?... Não tenho medo da noite Nem medo de me cansar: Mas na estrada em que vou, Passo sempre... Continue lendo →

SEGUE O TEU DESTINO, DE PESSOA

Segue o teu destino,Rega as tuas plantas,Ama as tuas rosas.O resto é a sombraDe árvores alheias.A realidadeSempre é mais ou menosDo que nós queremos.Só nós somos sempreIguais a nós-próprios.Suave é viversó.Grande e nobre é sempreViver simplesmente.Deixa a dor nas arasComo... Continue lendo →

HISTÓRIA DA LITERAURA EGÍPCIA

Literatura do antigo Egito, registrada em inscrições ou escrita em papiros.A antiga literatura egípcia se caracteriza por sua ampla diversidade de tipos e assuntos tratados. Utiliza recursos literários como o símil, a metáfora, a aliteração e o equívoco.A literatura religiosa... Continue lendo →

O PESO DE HAVER O MUNDO, DE PESSOA

O peso de haver o mundo Passa no sopro de aragemQue um momento o levantou,Um vago anseio de viagemQue o coração me toldou. Será que em seu movimentoA brisa lembre a partidaOu que a largueza do ventoLembre o ar livre... Continue lendo →

O AMOR, QUANDO SE REVELA – PESSOA

O amor, quando se revela,Não se sabe revelar.Sabe bem olhar p'ra ela,Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que senteNão sabe o que há-de dizer.Fala: parece que mente...Cala: parece esquecer... Ah, mas se ela adivinhasse,Se pudesse ouvir o... Continue lendo →

QUANDO AS CRIANÇAS BRINCAM, DE PESSOA

Quando as crianças brincamE eu as ouço brincar,Qualquer coisa em minha almaComeça a se alegrar E toda aquela infânciaQue não tive me vem,Numa onda de alegriaQue não foi de ninguém. Se quem fui é enigma,E quem serei visão,Quem sou ao... Continue lendo →

REALIDADE – FLORBELA ESPANCA

Em ti o meu olhar fez-se alvorada,E a minha voz fez-se gorjeio de ninho,E a minha rubra boca apaixonadaTeve a frescura pálida do linho. Fulvo de Espanha, em taça cinzelada,E a minha cabeleira desatadaPôs a teus pés a sombra dum... Continue lendo →

AMIGA

Deixa-me ser a tua amiga, Amor;A tua amiga só, já que não queresQue pelo teu amor seja a melhorA mais triste de todas as mulheres. O que me importa a mim?! O que quiseresÉ sempre um sonho bom! Seja o... Continue lendo →

FANATISMO – FLORBELA ESPANCA

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.Meus olhos andam cegos de te ver.Não és sequer razão do meu viverPois que tu és já toda a minha vida! Passo no mundo, meu Amor, a lerNo mist’rioso livro do teu serA mesma história tantas... Continue lendo →

DEPOIS QUE VIVO… CLARICE LISPECTOR

Depois que vivo é que sei que vivi. Na hora o viver me escapa. Sou uma lembrança de mim mesma. Só depois de «morrer» é que vejo que vivi. Eu me escapo de mim mesma. Às vezes eu me apresso... Continue lendo →

SEM ESPERANÇA, DE CLARICE LISPECTOR

Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro... ...... Continue lendo →

ENTENDER – CLARICE LISPECTOR

Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não... Continue lendo →

À PROCURA DE UM LIVRO – LISPECTOR

Estou à procura de um livro para ler. É um livro todo especial. Eu o imagino como a um rosto sem traços. Não lhe sei o nome nem o autor. Quem sabe, às vezes penso que estou à procura de... Continue lendo →

EVIDÊNCIAS ABSOLUTAMENTE REVELADORAS

Mário trabalhava numa sala compartilhada com sete colegas, todos mais ou menos da mesma idade, onde assuntos banais como resultados da última rodada do campeonato de futebol, fofocas de revistas e manchetes da seção policial dos jornais ocupavam a maior... Continue lendo →

CITAÇÕES – CLARICE LISPECTOR

Eu só escrevo quando eu quero, eu sou uma amadora e faço questão de continuar a ser amadora. Profissional é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro. Agora, eu faço questão de... Continue lendo →

LITERATURA FRANCESA – FUNDAMENTAL PARA AMPLIAR SUA CULTURA!

Literatura Francesa

OPORTUNIDADES PERDIDAS

Oportunidades perdidas

LITERATURA ALEMÃ – SAIBA MAIS!

Literatura em língua alemã desde o século VIII até nossos dias, incluindo as obras de autores austríacos e suíços, é dividida em períodos que correspondem ao desenvolvimento da língua alemã e ao crescimento e unificação da Alemanha como nação. Período... Continue lendo →

ESTRELA PERIGOSA – CLARICE LISPECTOR

Estrela perigosaRosto ao ventoMarulho e silêncioleve porcelanatemplo submersotrigo e vinhotristeza de coisa vividaárvores já floresceramo sal trazido pelo ventoconhecimento por encantaçãoesqueleto de idéiasora pro nobisDecompor a luzmistério de estrelaspaixão pela exatidãocaça aos vagalumes.Vagalume é como orvalhoDiálogos que disfarçam conflitos por... Continue lendo →

TENTAÇÃO – CLARICE LISPECTOR

Ela estava com soluço. E como se não bastasse a claridade das duas horas, ela era ruiva. Na rua vazia as pedras vibravam de calor - a cabeça da menina flamejava. Sentada nos degraus de sua casa, ela suportava. Ninguém... Continue lendo →

MEU DEUS, ME DÊ CORAGEM – LISPECTOR

Meu Deus, me dê a coragemde viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,todos vazios de Tua presença.Me dê a coragem de considerar esse vaziocomo uma plenitude.Faça com que eu seja a Tua amante humilde,entrelaçada a Ti em êxtase.Faça... Continue lendo →

BERENICE – EDGAR ALLAN POE

“Desviei involuntariamente a vista daquele olhar vítreo para olhar-lhe os lábios delgados e contraídos. Entreabriram-se e, num sorriso bem significativo, os dentes da Berenice transformada se foram lentamente mostrando. Prouvera a Deus que eu nunca os tivesse visto, tendo-os visto,... Continue lendo →

A QUEDA DA CASA DE USHER – EDGAR ALLA POE

“Durante todo um dia pesado, escuro e mudo de outono, em que nuvens baixas amontoavam-se opressivamente no céu, eu percorri a cavalo um trecho de campo singularmente triste, e finalmente me encontrei, quando as sombras da noite se avizinhavam, à... Continue lendo →

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