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poemas

DO SENTIMENTO TRÁGICO DA VIDA

Não há revolta no homemque se revolta calçado.O que nele se revoltaé apenas um bocadoque dentro fica agarradoà tábua da teoria. Aquilo que nele mentee parte em filosofiaé porventura a sementedo fruto que nele nascee a sede não lhe alivia.... Continue lendo →

DE AMOR NADA MAIS RESTA QUE UM OUTUBRO

De amor nada mais resta que um Outubro e quanto mais amada mais desisto: quanto mais tu me despes mais me cubro e quanto mais me escondo mais me avisto. E sei que mais te enleio e te deslumbro porque... Continue lendo →

ANDAR?! NÃO ME CUSTA NADA!

Andar?! Não me custa nada!... Mas estes passos que dou Vão alongando uma estrada Que nem sequer começou. Andar na noite?!Que importa?... Não tenho medo da noite Nem medo de me cansar: Mas na estrada em que vou, Passo sempre... Continue lendo →

SEGUE O TEU DESTINO, DE PESSOA

Segue o teu destino,Rega as tuas plantas,Ama as tuas rosas.O resto é a sombraDe árvores alheias.A realidadeSempre é mais ou menosDo que nós queremos.Só nós somos sempreIguais a nós-próprios.Suave é viversó.Grande e nobre é sempreViver simplesmente.Deixa a dor nas arasComo... Continue lendo →

O PESO DE HAVER O MUNDO, DE PESSOA

O peso de haver o mundo Passa no sopro de aragemQue um momento o levantou,Um vago anseio de viagemQue o coração me toldou. Será que em seu movimentoA brisa lembre a partidaOu que a largueza do ventoLembre o ar livre... Continue lendo →

O AMOR, QUANDO SE REVELA – PESSOA

O amor, quando se revela,Não se sabe revelar.Sabe bem olhar p'ra ela,Mas não lhe sabe falar. Quem quer dizer o que senteNão sabe o que há-de dizer.Fala: parece que mente...Cala: parece esquecer... Ah, mas se ela adivinhasse,Se pudesse ouvir o... Continue lendo →

REALIDADE – FLORBELA ESPANCA

Em ti o meu olhar fez-se alvorada,E a minha voz fez-se gorjeio de ninho,E a minha rubra boca apaixonadaTeve a frescura pálida do linho. Fulvo de Espanha, em taça cinzelada,E a minha cabeleira desatadaPôs a teus pés a sombra dum... Continue lendo →

FANATISMO – FLORBELA ESPANCA

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.Meus olhos andam cegos de te ver.Não és sequer razão do meu viverPois que tu és já toda a minha vida! Passo no mundo, meu Amor, a lerNo mist’rioso livro do teu serA mesma história tantas... Continue lendo →

DEPOIS QUE VIVO… CLARICE LISPECTOR

Depois que vivo é que sei que vivi. Na hora o viver me escapa. Sou uma lembrança de mim mesma. Só depois de «morrer» é que vejo que vivi. Eu me escapo de mim mesma. Às vezes eu me apresso... Continue lendo →

A HARMONIA SECRETA DA DESARMONIA – LISPECTOR

A harmonia secreta da desarmonia: quero não o que está feito mas o que tortuosamente ainda se faz. Minhas desequilibradas palavras são o luxo de meu silêncio. Escrevo por acrobáticas aéreas piruetas - escrevo por profundamente querer falar. Embora escrever... Continue lendo →

ESTRELA PERIGOSA – CLARICE LISPECTOR

Estrela perigosaRosto ao ventoMarulho e silêncioleve porcelanatemplo submersotrigo e vinhotristeza de coisa vividaárvores já floresceramo sal trazido pelo ventoconhecimento por encantaçãoesqueleto de idéiasora pro nobisDecompor a luzmistério de estrelaspaixão pela exatidãocaça aos vagalumes.Vagalume é como orvalhoDiálogos que disfarçam conflitos por... Continue lendo →

BERENICE – EDGAR ALLAN POE

“Desviei involuntariamente a vista daquele olhar vítreo para olhar-lhe os lábios delgados e contraídos. Entreabriram-se e, num sorriso bem significativo, os dentes da Berenice transformada se foram lentamente mostrando. Prouvera a Deus que eu nunca os tivesse visto, tendo-os visto,... Continue lendo →

O ENTERRO PREMATURO – EDGAR ALLAN POE

“Há momentos em que, mesmo aos olhos serenos da razão, o mundo de nossa triste Humanidade pode assumir o aspecto de um inferno, mas a imaginação do homem não é Carathis para explorar impunemente todas as suas cavernas. Ah! A... Continue lendo →

O CORAÇÃO DENUNCIADOR (THE TELL-TALE HEART) – EDGAR ALLAN POE

O CORAÇÃO DENUNCIADOR- EDGAR ALLAN POE

DEMÔNIO DA PERVERSIDADE – EDGAR ALLAN POE

citação de edgar allan poe

SOZINHO (ALONE) – EDGAR ALLAN POE

citações de edgar allan poe

QUASE UM POEMA DE AMOR

Há muito tempo já que não escrevo um poemaDe amor.E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!A nossa naturezaLusitanaTem essa humanaGraçaFeiticeiraDe tornar de cristalA mais sentimentalE baçaBebedeira. Mas ou seja que vou envelhecendoE ninguém me deseje apaixonado,Ou que... Continue lendo →

O AMOR

é o amorO amor é o amor -e depois?!Vamos ficar os doisa imaginar,a imaginar?... O meu peito contra o teu peito,cortando o mar,cortando o ar.Num leitohá todo o espaço para amar! Na nossa carne estamossem destino,sem medo,sem pudor,e trocamos -somos... Continue lendo →

CONFIANÇA

O que é bonito neste mundo, e anima,É ver que na vindimaDe cada sonhoFica a cepa a sonhar outra aventura...E que a doçuraQue se não provaSe transfiguraNuma doçuraMuito mais puraE muito mais nova... ... Miguel Torga (1907-1995) Até mais! Equipe... Continue lendo →

SÚPLICA

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,E que nele posso navegar sem rumo,Não respondasÀs urgentes perguntasQue te fiz.Deixa-me ser felizAssim,Já tão longe de ti como de mim. Perde-se a vida a desejá-la tanto.Só soubemos sofrer, enquantoO nosso amorDurou.Mas... Continue lendo →

ANNABEL LEE – EDGAR ALLAN POE

For the moon never beams, without bringing me dreams   Of the beautiful Annabel Lee;And the stars never rise, but I feel the bright eyes   Of the beautiful Annabel Lee;And so, all the night-tide, I lie down by the side   Of... Continue lendo →

EDGAR ALLAN POE – UM SONHO DENTRO DE UM SONHO (A DREAM WITHIN A DREAM)

All that we see or seemIs but a dream within a dream Tudo o que vemos ou parecemosNão passa de um sonho dentro de um sonho  –  (tradução literal) Depois de O Corvo, este e Annabel Lee são os poemas mais citados... Continue lendo →

EDGAR ALLAN POE – O CORVO (THE RAVEN)

O Corvo  (The Raven) And the raven, never flitting, still is sitting, still is sittingOn the pallid bust of Pallas just above my chamber door;And his eyes have all the seeming of a demon’s that is dreaming,And the lamp-light o’er... Continue lendo →

SENTIMENTAL – DRUMMOND

Ponho-me a escrever teu nomecom letras de macarrão.No prato, a sopa esfria, cheia de escamase debruçados na mesa todos contemplamesse romântico trabalho.Desgraçadamente falta uma letra,uma letra somentepara acabar teu nome!- Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!Eu estava sonhando...E há... Continue lendo →

O TEMPO PASSA? NÃO PASSA – DRUMMOND

O tempo passa? Não passano abismo do coração.Lá dentro, perdura a graçado amor, florindo em canção.O tempo nos aproximacada vez mais, nos reduza um só verso e uma rimade mãos e olhos, na luz.Não há tempo consumidonem tempo a economizar.O... Continue lendo →

NÃO SE MATE – DRUMMOND

Carlos, sossegue, o amoré isso que você está vendo:hoje beija, amanhã não beija,depois de amanhã é domingoe segunda-feira ninguém sabeo que será.Inútil você resistirou mesmo suicidar-se.Não se mate, oh não se mate,Reserve-se todo paraas bodas que ninguém sabequando virão,se é... Continue lendo →

O DEUS DE CADA HOMEM – DRUMMOND

Quando digo “meu Deus”,afirmo a propriedade.Há mil deuses pessoaisem nichos da cidade.Quando digo “meu Deus”,crio cumplicidade.Mais fraco, sou mais fortedo que a desirmandade.Quando digo “meu Deus”,grito minha orfandade.O rei que me ofereçorouba-me a liberdade.Quando digo “meu Deus”,choro minha ansiedade.Não sei... Continue lendo →

CANÇÃO FINAL – DRUMMOND

Oh! se te amei, e quanto!Mas não foi tanto assim.Até os deuses claudicamem nugas de aritmética.Meço o passado com réguade exagerar as distâncias.Tudo tão triste, e o mais tristeé não ter tristeza alguma.É não venerar os códigosde acasalar e sofrer.É... Continue lendo →

AUSÊNCIA – DRUMMOND

Por muito tempo achei que a ausência é falta.E lastimava, ignorante, a falta.Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência.A ausência é um estar em mim.E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações... Continue lendo →

MÃOS DADAS – DRUMMOND

Não serei o poeta de um mundo caduco.Também não cantarei o mundo futuro.Estou preso à vida e olho meus companheiros.Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.Entre eles, considero a enorme realidade.O presente é tão grande, não nos afastemos.Não nos afastemos muito,... Continue lendo →

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