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TÊTE-À-TÊTE

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poetisa

EU – LISPECTOR

Sou composta por urgências:minhas alegrias são intensas;minhas tristezas, absolutas.Entupo-me de ausências,Esvazio-me de excessos.Eu não caibo no estreito,eu só vivo nos extremos Pouco não me serve,médio não me satisfaz,metades nunca foram meu forte! Todos os grandes e pequenos momentos,feitos com amor... Continue lendo →

MINHA ALMA TEM O PESO DA LUZ – LISPECTOR

Minha alma tem o peso da luz.Tem o peso da música.Tem o peso da palavra nunca dita,prestes quem sabe a ser dita.Tem o peso de uma lembrança.Tem o peso de uma saudade.Tem o peso de um olhar.Pesa como pesa uma... Continue lendo →

MAR – SOPHIA DE MELLO B. ANDRESEN

Mar, metade da minha alma é feita de maresiaPois é pela mesma inquietação e nostalgia,Que há no vasto clamor da maré cheia,Que nunca nenhum bem me satisfez.E é porque as tuas ondas desfeitas pela areiaMais fortes se levantam outra vez,Que... Continue lendo →

ESTE É O LENÇO – CECÍLIA MEIRELES

Este é o lenço de Marília,pelas suas mãos lavrado,nem a ouro nem a prata,somente a ponto cruzado.Este é o lenço de Maríliapara o Amado. Em cada ponta, um raminho,preso num laço encarnado;no meio, um cesto de flores,por dois pombos transportado.Não... Continue lendo →

MOTIVO DA ROSA – CECÍLIA MEIRELES

Não te aflijas com a pétala que voa:também é ser, deixar de ser assim. Rosas verá, só de cinzas franzida,mortas, intactas pelo teu jardim. Eu deixo aroma até nos meus espinhosao longe, o vento vai falando de mim. E por... Continue lendo →

PORQUE OS OUTROS SE MASCARAM MAS TU NÃO – SOPHIA DE MELLO B. ANDRESEN

Porque os outros se mascaram mas tu nãoPorque os outros usam a virtudePara comprar o que não tem perdão.Porque os outros têm medo mas tu não.Porque os outros são os túmulos caiadosOnde germina calada a podridão.Porque os outros se calam... Continue lendo →

A ARTE DE SER FELIZ – CECÍLIA MEIRELES

Houve um tempo em que minha janela se abria sobre uma cidade que parecia ser feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto.... Continue lendo →

ANINHA E SUAS PEDRAS – CORA CORALINA

Não te deixes destruir…Ajuntando novas pedrase construindo novos poemas.Recria tua vida, sempre, sempre.Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.Faz de tua vida mesquinhaum poema.E viverás no coração dos jovense na memória das gerações que hão de vir.Esta fonte... Continue lendo →

BECOS DE GOIÁS – CORA CORALINA

Becos da minha terra...Amo tua paisagem triste, ausente e suja.Teu ar sombrio. Tua velha umidade andrajosa.Teu lodo negro, esverdeado, escorregadio.E a réstia de sol que ao meio-dia desce fugidia,e semeias polmes dourados no teu lixo pobre,calçando de ouro a sandália... Continue lendo →

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