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NOTURNO

Não sou o que te quer. Sou o que descea ti, veia por veia, e se derramaà cata de si mesmo e do que é chamae em cinza se reúne e se arrefece. Anoitece contigo. E me anoiteceo lume do... Continue lendo →

ESTA VIDA

Um sábio me dizia: esta existência,não vale a angústia de viver. A ciência,se fôssemos eternos, num transportede desespero inventaria a morte.Uma célula orgânica apareceno infinito do tempo. E vibra e crescee se desdobra e estala num segundo.Homem, eis o que... Continue lendo →

ANDAR?! NÃO ME CUSTA NADA!

Andar?! Não me custa nada!... Mas estes passos que dou Vão alongando uma estrada Que nem sequer começou. Andar na noite?!Que importa?... Não tenho medo da noite Nem medo de me cansar: Mas na estrada em que vou, Passo sempre... Continue lendo →

CREIO NOS ANJOS QUE ANDAM PELO MUNDO

Creio nosanjos que andam pelo mundo,Creio na Deusa com olhos de diamantes,Creio em amores lunares com piano ao fundo,Creio nas lendas, nas fadas, nos atlantes, Creio num engenho que falta mais fecundoDe harmonizar as partes dissonantes,Creio que tudo eterno num... Continue lendo →

A FLOR DO MARACUJÁ – FAGUNDES VARELA

Pelas rosas, pelos lírios,Pelas abelhas, sinhá,Pelas notas mais chorosasDo canto do sabiá,Pelo cálice de angústiasDa flor do maracujá! Pelo jasmim, pelo goivo,Pelo agreste manacá,Pelas gotas do serenoNas folhas de gravatá,Pela coroa de espinhosDa flor do maracujá! Pelas tranças da mãe-d'águaQue... Continue lendo →

UMA CASA PORTUGUESA – REINALDO FERREIRA

Numa casa portuguesa fica bempão e vinho sobre a mesa.Quando à porta humildemente bate alguém,senta-se à mesa coa gente.Fica bem essa fraqueza, fica bem,que o povo nunca a desmente.A alegria da pobrezaestá nesta grande riquezade dar, e ficar contente. Quatro... Continue lendo →

SÚPLICA – MIGUEL TORGA

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,E que nele posso navegar sem rumo,Não respondasÀs urgentes perguntasQue te fiz.Deixa-me ser felizAssim,Já tão longe de ti como de mim. Perde-se a vida a desejá-la tanto.Só soubemos sofrer, enquantoO nosso amorDurou.Mas... Continue lendo →

QUASE UM POEMA DE AMOR – MIGUEL TORGA

Há muito tempo já que não escrevo um poemaDe amor.E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!A nossa naturezaLusitanaTem essa humanaGraçaFeiticeiraDe tornar de cristalA mais sentimentalE baçaBebedeira. Mas ou seja que vou envelhecendoE ninguém me deseje apaixonado,Ou que... Continue lendo →

GOTA DE ÁGUA – ANTÓNIO GEDEÃO

Eu, quando choro,não choro eu.Chora aquilo que nos homensem todo o tempo sofreu.As lágrimas são as minhasmas o choro não é meu. ... António Gedeão (1906-1997) Até mais! Equipe Tête-à-Tête

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